quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Deus é cada um de nós e o todo

Somos divinos, só que nos esquecemos disso...
Somos deuses, só que pouca gente sequer admite a possibilidade de discutir a respeito.
Talvez mudando para dEUs, ao invés de DEUS fique mais evidente o quero dizer. Minha tendência é chamá-lo de “aquilo que é”.
O dEUs Cristão, já que estamos em um país chamado de 'cristão', é, no entendimento de muitos, uma criação humana e reflete um aspecto da humanidade que o criou.
Nossas mentes não tem a capacidade de abarcar aquilo que é.
Ela nem consegue viver no presente.
Vive dependente de um passado que já deixou de existir ou de um futuro que ainda não aconteceu. No aqui e agora, nunca!
A mente serve para certas atividades: pensar é uma delas. Fazer contas, planejar, etc., são outras.
Querer usar a mente para entender algo que está fora das funções para a qual ela serve, é como querer usar uma borracha para apagar uma nuvem no céu. Não funciona!
'AQUILO QUE É' não pode, definitivamente ser compreendido com a mente, ou a cabeça, se assim ficar mais fácil de entender. Nenhuma teologia vai ajudar...
Não tem jeito de nos separarmos daquilo que é o tudo e o todo.
Os conceitos de alto e baixo, certo e errado só existem em relação a um determinado ponto de referência.

Um peixe não percebe a natureza da água a não ser quando sai dela.
Será que a mente pode entender isto do qual faz parte?
Bom e daí, qual a saída?
Alguns caras, que teimamos em chamar de místicos, encontraram um ‘jeito’ de experienciarem DEUS:

Sentando quietinho, observando a própria respiração e os pensamentos.

Dançando em círculos.

Cantando mantras.

Usando o próprio sexo.

Tocando tambores.

Postando-se de cabeça para baixo ou correndo em uma maratona.

Enfim fazendo ‘algo’ que não estivesse diretamente ligado ao uso da ‘caixinha pensante’.
Acho ótimo vocês terem interesse neste tema, lendo este texto até aqui.
Adoraria vê-los saindo de suas mentes, para entrarem em contato com outras realidades.
Se permiti que ‘aquilo que é’ esbarrar em mim algumas vêzes, é por que me dispuz a ir além dos limites de minha mente.
Se vocês estiverem interessados em experienciar o inexperienciado, entrem em contato com vocês mesmos.

Ou comigo…

4 comentários:

Madalena Barranco disse...

Olá Bosco, muito prazer! Conheci seu blog através do meu amigo Luiz de Aquino. Sábio, iluminado, tuuudo de cima! Eu escrevo em defesa da fantasia esquecida em nossa literatura mais profunda, para leitores dos 8 aos 108, mesmo sem esperar que os sonhos apontem suas cabecinhas dormentes. Um grande abraço e parabéns pelo belíssimo blog. Ah, você fala do mesmo jeito que um antigo (ih, faz tempo) professor/amigo que tive, o Otávio Leal. Madalena

Daniel Tonet - Yôga Goiânia disse...

"Um peixe não percebe a natureza da água a não ser quando sai dela."

Isso é lindo! Tão lindo quanto o tantra!

Parabéns pelo texto. Acaba de ganhar um admirador. Sou professor de Yôga em Goiânia e adoro estudar o Tantra.

Jane disse...

Adorei seu blog...uma visão iluminada sobre tantrismo..Essa é uma filosofia que faz parte da minha vida, apesar de recente em mim, foi uma descoberta preciosa...

Parabéns..sou sua fã... beijos

Projeto Atitude disse...

Bosco, encontrei seu blog por acidente: não pratico ioga menos ainda tantra, acredito que na cidadezinha que moro essas palavras ainda soam estranhamente aos ouvidos da população. Meu comentário é sobre essa sua visão de Deus! Eu também acredito nisso, como uma espécie de 'Deus Interior' ou 'Eu Superior'. Concordo também sobre o hoje ser 'o presente', se foi isso mesmo que quis dizer e sobre os conceitos de relatividade! Seria algo como a inteligencia estar para o raciocínio mas a sabedoria estar para o sentir, não? Estou postando aqui porque são textos como esse que me fazem sentir um pouco menos anormal! rsrs
Obrigado por compartilhar suas idéias!